Acabam-se as flores, ficam os espinhos



Como vai tudo meninas?

Já faz muito tempo desde que eu atualizei o blog pela última vez e confesso que concentrei em outros aspectos da minha vida. Além do mais, por não estar vivendo na Índia ou planejando viver lá sinto que não tenho muito o que dizer, já que o meu namoro indiano não é dos mais comuns. Desculpas a parte eu gostaria de comunicar que estou bem, planejando meu casamento Brasileiro e esperando o momento em que finalmente acabaremos com essa distância maldita.

Quando olho para trás e vejo que já vamos nessa caminhada há quase quatro anos me vem uma emoção. Emoção por lembrar que no início eu não sabia se conseguiríamos durar tanto, emoção porque finalmente estamos na reta final e muito feliz porque, apesar das dificuldades, me mantive firme nesse propósito. O tempo que passamos separados foi muito sofrido, e ainda é, na maioria dos dias eu estou simplesmente exasperada por estar longe dele, não estamos mais suportando nos comunicar através de tecnologias e ambos estamos estafados. Mas uma certeza permanece: nós nos amamos intensamente.

Ao longo dos anos de LDR tanto eu quanto ele mudamos muitíssimos, crescemos, nos adaptamos e esse tempo separados também foi fator fundamental para nos fornecer o tempo e o espaço necessário para lidar com os choques culturais.

Eu gostaria de ter acabado com a distância em menos tempo, entretanto, ao parar para analisar tudo deu-me tempo para conhecer meu parceiro de forma melhor, para entrar em acordo comigo mesma e com as tradições que são importantes para ele. E pouco a pouco eu cedi, adaptei, conversei, fiz com que ele entendesse e também cedesse.

A fase bonita do início do relacionamento onde tudo é novo, encantado, você se sente uma princesa Indiana e acha que encontrou um Príncipe; essa fase é gostosa e necessária, mas ela não é tudo. Eu tenho sempre alertado todas vocês (e muitas outras bloggers o fazem) de que é perigoso apressar as coisas, que é perigoso fantasiar com um homem Indiano que só existe na sua cabeça, que não devemos romantizar as dificuldades dessa relação. Namorar Indianos é como ganhar na loteria: compra-se vários bilhetes, mas apenas um será o premiado. Muitas vezes é preciso tentar várias vezes, ganhar experiência nesse campo e analisar os possíveis parceiros com olhos culturais e taxativos.

Muitas podem estar se perguntando a razão pelo qual eu estou falando sobre isso e o que foi que suscitou esse assunto (novamente?).

Há algum tempo participo de um grupo de pessoas que se relacionam com Indianos/Pakis/Árabes e entre outros. Nunca fui uma pessoa de postar muito por lá, mas gosto de acompanhar as histórias e acho bacana essa janelinha da vida real que o grupo me proporciona. Alguns dias atrás eu vi o post de uma moça; ela parecia arrasada pelo fim do seu casamento.

A moça em questão namorou e se casou com um Indiano, largou tudo para trás em seu país de origem e foi viver com o marido na Índia. Viveram bem por um tempo, lembro me dela tirando dúvidas e pedindo dicas a outras menina sobre vivência na Índia e a mesma parecia bem empenhada com tudo. Ela ignorou muitas coisas e sinais vermelhos para fazer dar certo: pouco tempo de namoro, mudando-se para a Índia sem antes visitar e conhecer e por aí vai... Por que o mais difícil não é a fase do namoro a distância até o casamento, mas começa após, quando se faz necessário conviver cara a cara com a pessoas todos os dias; como diz minha avó: "Comendo ao menos um quilo de sal juntos para se conhecer a pessoas".

O casal em questão teve uma criança juntos e foi aí que as coisas viraram uma avalanche. Os pesos culturais caíram sobre as costas da jovem mãe, a fase de lua-de-mel e da gravidez (onde as moças são tratadas super bem!) havia passado e a ela sobrou as expectativas de uma mãe Indiana (Abençoadas sejam!). Lavar, passar, cozinhar, cuidar do bebê, tratar bem os parentes, receber bem incontáveis visitas e estar sempre bem arrumada e bonita, isso tudo ao mesmo tempo que serve o marido como um deus; deus esse que não ajuda em nada, nem mesmo a olhar o bebê esporadicamente.

A moça tentou conversar com o marido, pois na cultura Europeia dela onde os homens ajudam em pé de igualdade com tarefas domésticas e cuidado das crianças, ela achava um absurdo o que o marido estava fazendo. Por fim o marido concordou em cuidar brevemente da criança nos finais de semana, sempre exasperado, com cara de poucos amigos. Não ajudava que a moça exigiu que não queria morar na mesma casa com os sogros e portanto não tinha os mesmos para ajudar com a criança.

Fim da história, a moça estafou, surtou, pegou o baby, deu um pé na bunda do Indiano e voltou para a terra natal. Está revoltadíssima com Indianos, e com razão.

Casamento e relacionamento já é difícil, um que seja em um ambiente tão diferente e envolvendo tantas variáveis estrangeiras precisa de muito jogo de cintura para funcionar. Com a história dessa moça eu mesma aprendi muitas coisas, tomo sempre essas lições para mim, mesmo que não esteja indo morar na Índia. Sempre vi muitas moças reclamando, dizendo que jamais morariam com os sogros e parentes, acham terrível a falta de privacidade (confesso que tenho um pouco esse pensamento); mas com os sogros por perto sempre haverá ajuda com o bebê sobrando mais tempo para a mãe.

A minha epifania do dia me mostrou que as coisas são como são na Índia por um motivo e perturbar o fluxo dessas coisas com os nossos pensamentos pode desbalancear os eventos grandemente. Acabam-se as flores e ficam os espinhos. É necessário avaliar se os espinhos entre as pétalas são coisas que você pode suportar, pare e pergunte a si mesma: Posso lidar com isso?
Tome seu tempo para namorar, nem que seja a distância, conhecer e se aprofundar, não ache que a luta terá terminado após o casamento, pense com cuidado nas suas opções.

Se a balança for favorável então eu lhes desejo toda a felicidade nessa relação, se não for, parta para outra e evite sofrimentos desnecessários. Deixo aqui a história dessa moça e minhas opiniões.

Beijos & Abraços,
Leticya.

Anedotas Indianas e as Casamenteiras



Oi gente!

Há algum tempo que vem acontecendo uma situação um tanto hilária comigo e após ler os posts da Juliana do Tabibito Soul sobre um rapaz indiano que estava procurando noiva, resolvi compartilhar com vocês.
Antes de conhecer meu noivo conheci um outro indiano em uma conferência em São Paulo, ele estava aqui em uma viagens de negócios e não falava nadica de nada de português; acabamos fazendo amizade, pois na época já me interessava pela cultura indiana e estava ávida para desenferrujar meu Inglês. O moço era bastante agradável e reservado, ficamos bons amigos e mesmo depois que ele voltou para Índia continuamos nos correspondendo pela internet.

Um Ode ao Lazer!

Olá!

Olha quem está aqui. Gente eu não morri, não me mudei pra uma vila da Índia sem internet também! Apenas as correrias do dia-a-dia mesmo. Mas hoje coloco todo mundo a par do que vem acontecendo.

Pra começar meu Jaanu não pode vir em Dezembro, estou planejando uma visita ao Canadá em Agosto então cruzem os dedos comigos que dará certo! E eu aproveitei as férias para viajar, colocar minha lista gigantesca de leitura em dias e assistir novela; indiana, claro.

Foi um final de ano para pensar sobre as vantagens de se estar em um relacionamento a distância, justo eu, que estou sempre falando da parte ruim consegui enxergar coisas interessantes. Então como minhas férias foram só lazer resolvi trazer esse post como um ode ao lazer.

Antes de começar: Espero que vocês estejam todas bem e com os Habibis e Jaanus, gostaria que passassem para comentar nem que seja um: "Estou viva!" haha porque realmente sinto falta de todas.

Sobre Hotéis que Fazem Acepção de Pessoas e Dores de Cabeça.

Olha eu por aqui! Espero que estejam todas bem. Nessa minha falta de tempo mal ando acompanhando os blogs das outra meninas, a vida anda mais corrida que tudo e depois de 3 meses sem dar as caras apareci aqui para dar um 'oi'. >.<  Mujhe maaf kijiye!

Então, para quem acompanha o blog sabe que a minha viagem para Índia está marcada para Dezembro, porém venho dizer que precisei remarcar minha passagem. (Nem me fale das taxas extras! :o Um absurdo)  Não estarei aterrando em Bombai esse Dezembro, mas no próximo. Meu noivo não terá férias devido a uma promoção e eu tampouco, poi arranjei um novo emprego. T-T Vida de pobre é complicada viu! rsrs

Enfim complicações a parte eu ainda estou planejando detalhes dessa viagem Indiana. Tenho me deparado com algumas situações difíceis, e até mesmo hilárias que resolvi que todas vocês merecem saber.

Se meter na vida dos outros é algo que sabemos que os Indianos fazem muito bem. (O noivo que não me veja falando assim! haha) mas dessa vez me deparei com uma que ofende profundamente meu senso de  privacidade. Lá estava eu a procurar um hotel decente e seguro aos arredores de Akalpuri (Bairro central de Vadodara) quando me deparei com uns preços até interessantes e uns hotéis bonitos e modernos, pelo menos era o que as fotos do site davam a entender. Como sou maníaca por plonejamento já entrei em contato com ambos hotéis e deixei no inbox  dos mesmo minha listinha de concerns.

Indianos são como Brasileiros


John Mark Arnold


Olá meninas,

Qual o tipo de homem que vocês imaginam passar o resto da vida junto?

Bom, hoje eu gostaria de falar sobre algo que muitas estão cansadas de saber, porém ainda deixa muitos em dúvida. Estou batendo nessa tecla, novamente, porque recebi alguns e-mails e mensagens no facebook com dúvidas sobre os respectivos namorados indianos.

Depois de responder percebi que quase sempre acabava dizendo a mesma coisa: "Namorado indiano é igual namorado brasileiro, homens serão homens em qualquer parte do mundo!"

Percebi que nessa 'onda' de indianos são x, fazem y e se comportam em z, muitas meninas acabam esquecendo o que é que elas procuram em um homem; seja ele indiano ou brasileiro. Antes de qualquer coisa é importante nos conhecermos e fixarmos padrões para o que desejamos.

Quando estava solteira, eu tinha uma listinha imaginária do que esperava encontrar em um homem, havia nessa listinha certos padrões que eu não estava disposta a abrir mão, por homem nenhum no mundo. Quando conheci meu indiano e começamos a nos acertar, não fiz vista grossa ou me tornei super tolerante de repente simplesmente porque ele vinha de uma cultura diferente.

Há certas coisas que devem ser toleradas e respeitadas? Definitivamente sim! Porém essas coisas são relacionadas ao respeito cultural e religioso. São, algumas, delas:


Sessão das Índias: Jodhaa Akbar & Umrao Jaan - Histórico Indiano


    A sessão das Índias de hoje é voltada para quem gosta de assistir filmes históricos e clássicos. Adoro filmes assim, que contam o passado em riqueza de detalhes; principalmente se esse passado for Hindustani. ( Minha mãe começou a dizer que estou 'abitolada' com coisas Indianas rsrs)

Assisti dois filmes muito bons, confesso que um é melhor que o outro até mesmo pelo tamanho. O primeiro é o clássico Umrao Jaan (2006) e logo depois Jodhaa Akbar (2008). São filmes que já são considerados antigos, porém eu gostei bastante, ambos retratam muito bem uma Índia ancestral e inclusive abordam várias problemáticas; algumas do qual perduram até hoje.


Tecnologia do Blogger | All Rights Reserved ©